Greve da CPTM continua: linhas 11, 12 e 13 seguem paradas
Greve da CPTM continua: linhas 11, 12 e 13 paradas

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter a paralisação das operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, em São Paulo. A greve, iniciada à 0h desta terça-feira, 4, segue por prazo indeterminado, após assembleia realizada na noite do mesmo dia. A decisão foi tomada pelo sindicato da categoria, que reivindica a reestatização dos três ramais e a garantia de que nenhum trabalhador será demitido após a transferência para a concessionária TriviaTrens.

Contexto da paralisação

Segundo a CPTM, o efetivo de ferroviários nos três ramais foi de apenas 67% durante o dia, causando transtornos para cerca de 1 milhão de passageiros que utilizam as linhas diariamente. A greve também impactou o trânsito na capital, com o rodízio de veículos suspenso e picos de congestionamento superiores a 720 km pela manhã.

A paralisação ocorre após um incidente grave em 23 de julho, quando uma falha elétrica e um incêndio em um vagão da linha 12-Safira geraram grandes transtornos. As linhas afetadas são essenciais: a 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda e Estudantes, em Mogi das Cruzes; a 12-Safira conecta o Brás, na região central, à zona leste e a municípios como Itaquaquecetuba e Poá; e a 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

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Reações do governo e do sindicato

Na manhã desta terça, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a greve como "baderna" e afirmou que o movimento tem motivação política. Em postagem nas redes sociais, ele defendeu a privatização das linhas, bandeira de sua campanha. Já os ferroviários alegam que o governo não apresentou garantia concreta por escrito sobre a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM.

Às 18h, os grevistas deram prazo de uma hora para o governo apresentar nova proposta. A categoria teme que cerca de 2.300 pessoas possam perder o emprego caso não sejam reabsorvidas pela TriviaTrens. Em nota divulgada às 18h24, o governo estadual afirmou que assumiu o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação dos funcionários, mas criticou a paralisação como "decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros".

Impacto e próximos passos

Com a manutenção da greve, a população enfrenta alternativas como ônibus e metrô, mas a superlotação é evidente. O sindicato promete manter a paralisação até que haja acordo formal. Enquanto isso, a CPTM opera com efetivo reduzido, e a expectativa é de que novas negociações ocorram nas próximas horas. A situação permanece indefinida, afetando diretamente a mobilidade de milhões de paulistas.

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