A Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, contará com 48 seleções e 104 partidas em 16 estádios nos Estados Unidos, México e Canadá. Por trás da qualidade dos gramados está o trabalho do professor John Trey Rogers, da Universidade Estadual de Michigan, especialista em pesquisa de gramados. Ele é o responsável por garantir que todos os campos atendam aos padrões profissionais da Fifa, que exige grama natural para os jogos mais importantes.
Oito dos 16 estádios anfitriões normalmente possuem grama sintética, e cinco deles são cobertos por cúpulas, o que reduz drasticamente a luz solar. A tarefa de substituir os gramados começou em 2020, com seis anos de preparação. Rogers e seu ex-aluno John Sorochan, da Universidade do Tennessee, lideraram a pesquisa para encontrar a grama ideal para cada local.
Para climas frios, como Toronto, Filadélfia e Cidade do México, foi escolhida uma mistura de grama azul do Kentucky e azevém perene. Já para climas quentes, como Miami, Guadalajara e Monterrey, a opção foi a grama Bermuda. Nos estádios cobertos de Houston, Dallas e Atlanta, mesmo em regiões quentes, a grama de estação fria é mais adequada devido ao ambiente fechado com ar-condicionado.
Em estádios cobertos, sistemas de irrigação e luzes artificiais de cultivo mantêm a grama viva por seis semanas. Rogers explica que é necessária uma receita específica de horas de luz por dia para as plantas. "Nunca tivemos jogos da Copa do Mundo em vários estádios cobertos ao longo de vários dias", afirmou.
A maioria dos estádios nos EUA foi construída para a NFL, com campos menores que os de futebol. Em Kansas City, foi necessário remover 10 fileiras de assentos para ampliar a área. Estádios com grama artificial, como Vancouver e Los Angeles, tiveram o campo coberto ou removido para instalação da grama natural.



