O Brasil consumiu 7,9 milhões de toneladas de fertilizantes em 2021, e quase 100% dos insumos utilizados na agricultura foram importados. Após o início da Guerra na Ucrânia, houve uma escalada de preços e ameaça de desabastecimento, gerando apreensão no agronegócio brasileiro.
A alternativa para reduzir a dependência do adubo inorgânico está nos produtos sustentáveis. Empresas como a Atlas Agro Brasil Fertilizantes e a Verde AgriTech estão investindo em novas fábricas de fertilizantes verdes em locais estratégicos para a produção agrícola do país.
Os fertilizantes verdes são fabricados com emissão zero de gases de efeito estufa, combinando hidrogênio e nitrogênio da atmosfera para sintetizar amônia, matéria-prima para ureia e nitrato de amônio. No entanto, a produção não é totalmente livre de carbono, pois a mineração de fosfato e o transporte ainda dependem de combustíveis fósseis.
Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o custo do fertilizante verde é praticamente o mesmo do tradicional, tornando a substituição viável economicamente. A descarbonização do agronegócio é uma tendência mundial, e os fertilizantes verdes podem reduzir até 90% da pegada de carbono dos insumos nitrogenados, que representam 18,4% das emissões da agricultura e pecuária brasileira.



