O ex-príncipe Andrew foi detido pela polícia de Thames Valley na manhã desta quinta-feira (19), sob suspeita de ter compartilhado informações confidenciais do governo britânico com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A prisão ocorreu após a análise de e-mails encontrados nos arquivos de Epstein, que indicam a troca de dados sensíveis.
De acordo com as investigações, em novembro de 2010, Andrew teria enviado a Epstein relatórios de uma viagem à Ásia financiada pelo governo do Reino Unido, apenas cinco minutos após recebê-los. Em outro e-mail, na véspera de Natal do mesmo ano, o ex-príncipe supostamente compartilhou informações sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão, então sob supervisão britânica.
Em fevereiro de 2011, Andrew teria sugerido que Epstein investisse em uma empresa de private equity que visitara. A polícia de Thames Valley está investigando o caso, com apoio da Agência Nacional de Combate ao Crime, e busca documentos adicionais junto ao governo britânico, ao palácio e a agências americanas, como o FBI.
Andrew foi liberado na noite de quinta-feira, mas permanece sob investigação. Ele não foi formalmente acusado de nenhum crime e nega irregularidades. A prisão não está relacionada às alegações de abuso sexual feitas por Virginia Giuffre, que foram resolvidas em um acordo extrajudicial em 2022.



