O desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 32 anos, na Inglaterra, completou três meses nesta quarta-feira (3). A última vez que ela teve contato com familiares e amigos foi no dia 3 de março. A Polícia de Essex, responsável pela investigação, não divulgou novas informações sobre o caso nas últimas semanas.
As buscas físicas pela brasileira foram encerradas no dia 20 de março. Desde então, a investigação tem se concentrado na coleta de novas evidências. Na última comunicação oficial, em 5 de maio, os investigadores pediram que moradores verificassem garagens e galpões onde Vitória poderia ter se abrigado. Não houve novas manifestações da polícia desde então.
A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, que havia viajado ao Reino Unido para acompanhar as buscas, retornou ao Brasil em abril. O namorado da psicóloga, que permaneceu na Inglaterra por mais tempo, também já voltou para casa. A polícia informou à família que parte dos dados bancários de Vitória foi acessada, mas não trouxe novas pistas sobre seu paradeiro. A última movimentação bancária foi no dia do desaparecimento, quando ela pagou por um café e uma passagem de ônibus.
No início de maio, amigos e familiares divulgaram um perfil em redes sociais criado pela comunidade de Brightlingsea, cidade onde Vitória foi vista após sair da Universidade de Essex no dia em que sumiu. A principal hipótese da polícia é que ela esteja em terra firme. Uma amiga, Liliane, mencionou que a polícia considera a possibilidade de que alguém tenha encontrado Vitória em um momento de vulnerabilidade e cometido algo contra ela.
No dia 3 de março, Vitória saiu do campus da Universidade de Essex, em Colchester, a cerca de 90 km de Londres, e foi vista pegando um ônibus para Brightlingsea. Os últimos passos confirmados são de uma filmagem dela perto da marina de Brightlingsea na madrugada de 4 de março. Uma das hipóteses é que ela tenha usado uma embarcação encontrada à deriva no dia seguinte, próximo à costa de Bradwell-On-Sea.
Natural de Fortaleza, Vitória estava fora do Brasil desde janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Depois, foi para a Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. Ela pretendia participar de atividades científicas e tentar um doutorado. No dia do desaparecimento, almoçou com a amiga Liliane perto da universidade e deveriam se reencontrar à tarde, mas ela não apareceu.



