A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre um caso de poluição ambiental em Araxá e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por crime ambiental em área de preservação permanente (APP). O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça, que dará prosseguimento ao caso.
Segundo a Delegacia Especializada do Meio Ambiente, a apuração teve início após o registro de um vazamento de esgoto nas proximidades da avenida Jorge Akel. O problema foi causado pelo extravasamento de uma adutora sob responsabilidade da empresa. Perícias técnicas confirmaram a contaminação do solo permeável e de um curso d'água da região, caracterizando poluição em APP.
A Polícia Civil informou que a Copasa foi formalmente comunicada sobre o vazamento e orientada a adotar medidas imediatas para interromper o problema e reparar os danos. A empresa foi indiciada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998 e no artigo 15 da Lei nº 6.938/1981, que preveem responsabilização penal de pessoas jurídicas por crimes ambientais.
Em nota, a Copasa afirmou que atua com rigoroso respeito à legislação ambiental e que está à disposição das autoridades. A companhia informou que, após notificação, realizou a manutenção e sanou o vazamento no dia seguinte, e que o sistema opera normalmente. A empresa atribuiu o extravasamento ao descarte irregular de resíduos sólidos e ligações clandestinas de água de chuva na rede coletora.



