Lula cobra reação rápida da campanha sobre escândalo do Banco Master
Lula cobra reação rápida da campanha sobre escândalo do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu uma reação imediata de aliados e da campanha diante do escândalo envolvendo o Banco Master, que tem gerado desgaste ao governo. Pesquisas recentes indicam que parte relevante da responsabilidade pelo caso é atribuída ao governo, o que acendeu um alerta no Planalto.

Segundo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, 39,5% dos brasileiros consideram que aliados de Lula estão mais envolvidos no escândalo, enquanto 28,3% apontam associados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, 47% dos entrevistados acreditam que o Supremo Tribunal Federal está totalmente envolvido no caso.

Diante desse cenário, a estratégia da campanha deve intensificar ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL), com o objetivo de desconstruí-lo como figura moderada e estabelecer um comparativo com o governo passado. A orientação é conter danos e reposicionar a narrativa antes que o tema corrupção se consolide como eixo central do debate eleitoral.

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Aliados, no entanto, reconhecem obstáculos nessa estratégia. Um deles é o risco de trazer a corrupção para o centro da eleição, terreno historicamente sensível para o PT. Adversários já voltaram a citar episódios como o mensalão e a Lava Jato. Outro entrave é político, com receio de tensionar a relação com o Centrão e a cúpula do Congresso.

Lula tem feito reuniões semanais com ministros palacianos para avaliar o cenário político e, nesta semana, pediu que ministros com atuação na pré-campanha concentrem esforços no primeiro turno das eleições. O presidente também busca entender por que medidas positivas do governo não chegam com clareza ao eleitorado nem refletem em melhora nas pesquisas.

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