Em 1976, o adolescente Maurício Garcez Henrique, de 15 anos, foi morto a tiros em Goiânia. O acusado era seu amigo José Divino Nunes, então com 18 anos. A família da vítima, inconformada, procurou o médium Chico Xavier em Uberaba.
Um ano após a morte, durante uma reunião pública no Grupo Espírita da Prece, Chico Xavier psicografou uma carta atribuída a Maurício. Nela, o jovem afirmava que sua morte foi acidental e pedia que o amigo não fosse condenado.
O juiz Orimar de Bastos, que assumiu o caso em 1979 durante um plantão na 2ª Vara Criminal de Goiânia, aceitou a carta como prova. Ele destacou que a versão do acidente coincidia com a defesa de José Divino.
Em 1979, o réu foi absolvido. A decisão gerou repercussão nacional e internacional. Em uma segunda carta psicografada, Maurício teria dito estar "satisfeito depois de quatro anos de luta e oração para libertar um amigo".
Dejanira Garcez, mãe da vítima, afirmou que a assinatura na carta era idêntica à do filho. Ela e o marido, que eram católicos, tornaram-se espíritas após o episódio.



