A modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro, conhecida como 'Barbie do Crime', foi condenada por aplicar golpes em mais de 100 pessoas com anúncios de produtos importados nas redes sociais. Ela foi sentenciada a prestar serviços comunitários e pagar multa de 10 salários mínimos, em 2015. Durante o julgamento, Bruna confessou os crimes e declarou arrependimento.
A segunda prisão de Bruna ocorreu na sexta-feira (30), no Parque Atheneu, em Goiânia. O g1 não localizou a defesa dela para comentários até a última atualização desta reportagem. O caso teve início em 2015, quando 20 moradores de Goiânia procuraram a polícia para denunciar a modelo, resultando em um prejuízo total de cerca de R$ 50 mil apenas para essas vítimas.
Na época, o titular da Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon), Eduardo Prado, informou que a modelo aplicava golpes há cerca de cinco anos e que aproximadamente 100 novas pessoas o procuraram afirmando terem sido vítimas. Segundo a Polícia Civil, Bruna mantinha perfis nas redes sociais para vender produtos importados e aplicava golpes em clientes de Goiás e outros estados.
O advogado de defesa, Flávio Cavalcante, disse ao g1 que sua cliente admitia apenas parte das denúncias e que 'algumas acusações não eram verdadeiras'. A investigação apontou que a modelo usava desculpas como doenças de familiares para não entregar os pedidos, alegando que ela e o pai tinham câncer. Ela também usava contas de pessoas próximas para receber o dinheiro dos clientes.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Bruna recebeu R$ 3,1 mil pela venda de um celular no primeiro golpe, sem nunca entregá-lo. Outra vítima pagou R$ 700 como entrada pelo mesmo produto, também não entregue. Lucas Rodrigues Guimarães, de 20 anos, depositou R$ 300 como garantia por um celular, mas nunca recebeu o aparelho nem o dinheiro de volta. Ele mantém um grupo no WhatsApp com outras 14 vítimas de várias partes do país.
O analista de sistemas Ryan Balbino, que teve um relacionamento amoroso com Bruna entre 2011 e 2012, depositou mais de R$ 15 mil para ajudar no suposto tratamento de câncer no útero e metástase no pâncreas, que ela alegava ter. Ao viajar do Rio de Janeiro para Goiânia, ele descobriu que não estava doente e que havia sido vítima de estelionato.



