Israel anunciou uma nova onda de ataques contra Teerã na noite desta segunda-feira (2), tendo como alvo o complexo da emissora estatal iraniana IRIB. O Exército israelense emitiu alertas de evacuação para os moradores da região antes dos bombardeios, que foram confirmados pela mídia iraniana com relatos de ao menos duas explosões nas proximidades da sede.
Pouco depois do ataque, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram ter identificado mísseis lançados do Irã em direção ao seu território, com sistemas de defesa em operação para interceptar a ameaça. A escalada ocorre em meio a tensões crescentes após a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo, e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar atravessá-lo. A medida é uma retaliação pela morte de Khamenei e já resultou em um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, conforme fontes da Reuters.
O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a ofensiva contra o Irã em discurso, afirmando que o objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper seu programa nuclear. Trump indicou não estar disposto a retomar negociações com Teerã, enquanto o conflito já deixou quatro soldados americanos mortos e 18 feridos em estado grave.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu que EUA e Israel sejam responsabilizados por ataques a uma escola e um hospital, que deixaram centenas de mortos, embora os países não confirmem autoria. A situação eleva o risco de interrupção no fluxo global de petróleo e de uma guerra mais ampla no Oriente Médio.



