Três pessoas que morreram no acidente com um ônibus de excursão paraguaio na madrugada desta quarta-feira (15) na SC-492, no Oeste de Santa Catarina, são parentes do prefeito de Independencia, no Paraguai. As vítimas são uma idosa, uma mulher adulta e sua filha, uma criança, todas falecidas ainda no local. O coletivo transportava alunos e professores da Academia de Dança Bethania de volta à cidade paraguaia após vencerem uma competição em Gramado (RS).
Detalhes do acidente
O acidente ocorreu por volta da 0h30 na SC-492, entre Maravilha e São Miguel da Boa Vista. Segundo a Polícia Militar, o motorista perdeu o controle do veículo em uma curva, saiu da pista e capotou em uma ribanceira às margens da rodovia. O ônibus transportava 67 pessoas, entre bailarinas, mães e professoras, segundo o Corpo de Bombeiros. Além dos três mortos, 40 pessoas ficaram feridas.
O prefeito de Independencia, José Resquín, afirmou à Rádio Nacional do Paraguai: “Não temos muito conhecimento das circunstâncias do acidente porque ocorreu de madrugada e a maioria dos passageiros estava dormindo”. Ele informou que as vítimas são uma tia, uma prima e uma sobrinha, mas a relação exata entre elas não foi detalhada.
Vítimas identificadas
Um comunicado oficial da prefeitura divulgou os nomes das vítimas: a professora Nelida del Rosario Peralta de Rojas (conhecida como Prof. Nelly), idosa; Blanca Chamorro Resquín, mulher adulta; e Guadalupe Garcete Chamorro, criança, filha de Blanca. O prefeito foi informado das mortes pela coordenadora da academia de dança. O Instituto Médico Legal (IML) não confirmou as idades das vítimas. O município de Independencia decretou luto de três dias.
Atendimento às vítimas
As vítimas foram encaminhadas a quatro hospitais da região: 35 ao Hospital São José de Maravilha; 1 ao Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste; 4 ao Hospital de Romelândia; e outras à Casa de Apoio vinculada ao Hospital São José de Maravilha. O Consulado do Paraguai no Brasil afirmou que está em contato com os hospitais para repassar informações às famílias e que a repatriação dos corpos deve ocorrer entre 48 e 72 horas.



