A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de uma ponte de aço histórica na cidade de Prados, região Central do estado. A estrutura, que media aproximadamente 20 metros de comprimento por 5 metros de largura, foi encontrada em um empreendimento turístico chamado Ibiti Projeto, localizado em Lima Duarte, na Zona da Mata mineira, a cerca de 180 quilômetros de distância do local original.
Compra da ponte pelo Ibiti Projeto
De acordo com o delegado Rafael Emídio, responsável pela investigação, o Ibiti Projeto pagou R$ 700 mil pela ponte e apresentou a nota fiscal da compra. O empreendimento afirmou, em nota, que adquiriu a estrutura de forma regular junto a um comerciante de antiguidades, com emissão de nota fiscal e demais documentos. Assim que tomou conhecimento da possível origem ilícita, procurou as autoridades para colaborar.
Detalhes do furto
A ponte, construída na Inglaterra e trazida ao Brasil na década de 1880, pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e havia sido incorporada ao patrimônio do município de Prados. O secretário municipal de Agropecuária e Meio Ambiente, Márcio Ladeira, registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar na terça-feira (9). Ele acredita que os autores utilizaram maquinário pesado para cortar a estrutura e obstruíram a estrada de acesso com terra para impedir a chegada de veículos.
Ações das autoridades
A Polícia Federal instaurará inquérito para apurar o caso. O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Prados, determinou a abertura de inquérito civil público para investigar os danos ao patrimônio cultural. Os envolvidos podem responder por receptação (pena de dois a seis anos de reclusão) e crime contra o patrimônio cultural.
Posicionamento do Ibiti Projeto
O Ibiti Projeto divulgou nota oficial afirmando que adquiriu a ponte de boa-fé, com nota fiscal e autorizações de transporte. Ao ser questionado sobre a origem, procurou imediatamente as autoridades e apresentou toda a documentação. Reiterou seu compromisso com a preservação ambiental, histórica e cultural, e disse colaborar integralmente com as investigações.



