Uma unidade militar diferente será inaugurada nesta sexta-feira, dia 3, na cidade de São Paulo. O Museu Aeroespacial Paulista, localizado ao lado do Aeroporto do Campo de Marte, em Santana, na zona norte, ocupará uma área de 96 mil m². O prédio número 1 reunirá réplicas do Demoiselle e do 14 Bis, de Santos Dumont, além de um avião Curtiss Robin de 1929, um míssil Piranha e simuladores de voo para o público.
Primeira fase já abre com acervo histórico
Nesta sexta-feira, os primeiros visitantes poderão entrar nos pavilhões 1 e 5. O primeiro abriga réplicas do 14 Bis e do Demoiselle, aeronaves do pai da aviação. O espaço é cuidado pela Associação do Museu Aeroespacial Paulista (Amapa), presidida pelo brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos. Na quarta-feira, 1º, o Estadão visitou o local e viu militares e civis nos preparativos finais.
No pavilhão 5, estarão reunidos quatro caças históricos: o Spitfire inglês, que salvou a Inglaterra em 1940; o Messerschmitt Bf-109 alemão usado por Hitler; o Corsair americano de 1943, que ainda carrega marcas de quatro aviões japoneses abatidos no Pacífico; e um MiG-21 russo dos anos 1970, que pertenceu à Polônia.
Experiência imersiva para o público
O projeto prevê abrigar cerca de uma centena de aeronaves civis e militares, incluindo aviões e helicópteros, além de mísseis e foguetes do programa aeroespacial brasileiro. Os visitantes terão experiências imersivas e poderão ver gigantes como o Hércules C-130 e o Constellation. “São Paulo merece esse museu. Ele não é um museu militar, mas um museu da aviação”, afirmou o brigadeiro Daniel Cavalcanti de Mendonça, diretor do Centro de Comunicação da Aeronáutica.
O museu contará com um bar dos pilotos, que reproduz o ambiente de descanso dos aviadores de caça. Na frente do balcão, há recordações e quatro motores do caça AMX A-1. Ao lado, simuladores de voo do A-29 Tucano estarão disponíveis, diante de uma parede com maquetes de mísseis ar-ar e aeronaves.
Acervo em comodato e parcerias
O museu receberá em comodato aeronaves do Museu Asas de um Sonho, em Itu (SP), como o Constellation. Também abrigará parte do acervo de Santos Dumont e unidades da FAB, como um P-47 usado pelo 1º Grupo de Aviação de Caça na 2ª Guerra Mundial. Haverá um prédio dedicado à era espacial e outro onde o visitante poderá observar a manutenção de helicópteros da Força Aérea.
Área infantil e inclusão
Uma área para público infanto-juvenil oferecerá experiências imersivas, games e informações sobre carreiras na Aeronáutica. Haverá equipe especializada para atender pessoas com transtorno do espectro autista. Uma área chamada Safari terá aeronaves Buffalo, Esquilo e Tucano, além de uma plataforma para observar pousos e decolagens do Campo de Marte. No centro, um monumento com quatro aviões Tucano em formação de diamante.
Previsão de conclusão e custos
O museu deve abrir para visitas guiadas em 2027 e para o público geral em 2028, quando a primeira fase da construção estiver concluída. A FAB busca parcerias com a iniciativa privada para finalizar as obras, que na primeira fase somarão 76 mil m². O custo total está orçado em R$ 55 milhões. “Acreditamos que até 2030 tudo esteja concluído”, afirmou o brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos.



