Moradores do Bairro Peixoto, localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, estão em estado de alerta. O motivo é a aprovação da emenda nº 126 ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 92/2025, que cria a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha. O projeto, que aguarda sanção do prefeito Eduardo Cavaliere, pode trazer mudanças significativas para a região, considerada um oásis em meio à agitação de Copacabana.
Mobilização dos moradores
Preocupados com o possível aumento do gabarito e com a descaracterização da área, os residentes do Bairro Peixoto iniciaram um abaixo-assinado. A iniciativa, organizada pela associação de moradores local, já reuniu 1.370 assinaturas. O documento pede que o prefeito vete a emenda, que permite alterações urbanísticas na região, atualmente classificada como Área de Proteção Ambiental (APA).
Impactos temidos
Os moradores temem que a emenda abra caminho para construções mais altas, comprometendo a qualidade de vida e o patrimônio ambiental do sub-bairro. O Bairro Peixoto é conhecido por suas ruas tranquilas e arborizadas, contrastando com o entorno mais denso de Copacabana. Para os residentes, preservar essa característica é fundamental.
O PLC nº 92/2025, que institui a AEIU Praça Onze Maravilha, tem como objetivo revitalizar a área do Centro do Rio. No entanto, a emenda incluída no texto gerou controvérsia. Enquanto a prefeitura defende que a medida trará benefícios econômicos e urbanísticos, os moradores argumentam que o aumento do gabarito pode trazer sombreamento, maior fluxo de pessoas e veículos, além de pressionar a infraestrutura local.
Próximos passos
A associação de moradores planeja entregar o abaixo-assinado ao prefeito Eduardo Cavaliere nos próximos dias, na esperança de sensibilizá-lo para o veto. Enquanto isso, a comunidade segue mobilizada, realizando reuniões e divulgando o movimento nas redes sociais. A expectativa é que a sanção do projeto ocorra em breve, e os moradores esperam que suas vozes sejam ouvidas antes da decisão final.
O caso reacende o debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental no Rio de Janeiro. Enquanto a prefeitura busca soluções para revitalizar áreas degradadas, comunidades como o Bairro Peixoto lutam para manter suas características e qualidade de vida.



