Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva
Erosão na Macumba: abaixo-assinado pede solução

A Praia da Macumba, localizada entre o Recreio dos Bandeirantes e o Pontal de Sernambetiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, voltou a ser palco de destruição causada pelas fortes ressacas do mar. Em resposta aos danos recorrentes, moradores da Barra da Tijuca, do Recreio e de bairros vizinhos lançaram um abaixo-assinado reivindicando a criação de uma Câmara Técnica para definir uma estratégia definitiva de contenção da erosão na região.

Danos frequentes e pedido de ação urgente

As ressacas já destruíram quiosques e até trechos do calçadão da Praia da Macumba, um dos pontos mais atingidos pela erosão costeira na cidade. O movimento popular, que circula em plataformas online e em pontos de coleta físicos, argumenta que as medidas paliativas adotadas até agora não resolvem o problema de fundo.

Segundo os organizadores, a criação de uma Câmara Técnica, com participação de especialistas, representantes da comunidade e órgãos públicos, permitiria avaliar alternativas como a engorda artificial da faixa de areia, a construção de quebra-mares ou a realocação de estruturas fixas. "Queremos uma solução definitiva, não remendos que se perdem na próxima maré alta", afirma um dos líderes do movimento, que prefere não se identificar.

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Histórico de destruição e mobilização comunitária

A Praia da Macumba sofre com o avanço do mar há décadas, mas os eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, intensificaram a destruição. Em 2023, uma ressaca histórica derrubou o muro de arrimo e parte do calçadão, gerando comoção e cobranças por parte dos banhistas e comerciantes locais.

O abaixo-assinado, que já reúne mais de 2 mil assinaturas, será entregue à Prefeitura do Rio e à Subprefeitura da Barra e Recreio. Os moradores esperam que a pressão popular sensibilize as autoridades e acelere a criação do grupo técnico, que poderia atuar em conjunto com a Secretaria Municipal de Conservação e a Fundação Rio-Águas.

Impacto econômico e ambiental

Além do prejuízo paisagístico, a erosão afeta diretamente a economia local. Quiosqueiros e ambulantes, que dependem do movimento de turistas e moradores, veem seus negócios ameaçados a cada ressaca. "Perdi quase todo o estoque na última ressaca. Se não houver uma ação séria, não temos como continuar", desabafa um comerciante da orla, que pediu anonimato.

Ambientalistas também alertam para o impacto na fauna e flora marinhas, com a destruição de habitats naturais e o aumento da turbidez da água. A criação da Câmara Técnica, segundo os apoiadores, poderia conciliar a proteção ambiental com a segurança das estruturas urbanas.

Próximos passos e expectativas

Os organizadores planejam entregar o documento oficialmente em reunião agendada para as próximas semanas, na sede da Subprefeitura da Barra e Recreio. A expectativa é que a prefeitura apresente um cronograma de estudos e obras para a região, com transparência e participação popular.

Enquanto isso, a comunidade segue mobilizada, monitorando as condições do mar e cobrando respostas. "Não vamos parar até ver uma solução de verdade na Praia da Macumba", conclui o líder comunitário.

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