Dom Joaquín Pertíñez Fernández deixou oficialmente o comando da Diocese de Rio Branco nesta quinta-feira (2), após 27 anos à frente da instituição. A renúncia foi aceita pelo Papa Leão XIV na quarta-feira (1º). O religioso afirmou que a saída se deve a motivos de saúde, conforme recomendação médica.
Problemas de saúde motivaram a saída
Em 2023, Dom Joaquín foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Juliana devido a um problema cardíaco. Segundo ele, o médico cardiologista recomendou mudanças significativas nos hábitos de vida. “Então, para evitar possíveis consequências, [ele] pediu a redução de horário de trabalho, redução de esforços físicos, laborais, mentais e assim por diante”, afirmou o bispo.
Trajetória e legado
Nascido em Granada, na Espanha, Dom Joaquín chegou à região amazônica em 1988. Foi ordenado em Rio Branco em 30 de maio de 1999, 11 anos depois. Durante seu episcopado, a Diocese experimentou um crescimento significativo. De acordo com o padre Macoy Soares, ecônomo da Diocese, quando o bispo chegou, a capital possuía apenas 17 paróquias; hoje são 36. O número de padres saltou de 18 para 60, com 42 novas ordenações. “Isso é muito importante para a nossa Diocese”, destacou o padre.
Dom Joaquín também é autor de cerca de 30 livros, fruto de pesquisas históricas sobre a fé católica no Acre. Ele foi responsável pela implantação de seminários de formação eclesiástica e pela fundação da Faculdade Diocesana (Fadisi), que oferece cursos de graduação e extensão.
Transição e futuro
A mesma decisão que oficializou a saída de Dom Joaquín nomeou interinamente Dom Antônio Fontinele de Melo, atual bispo de Humaitá (AM), para conduzir a Diocese até a nomeação de um novo líder pastoral definitivo. Sobre o futuro, Dom Joaquín disse: “Não sei o que será de mim, a respeito de saúde. Enfim, não tenho nada previsto e convido a todos para começar a rezar para que Deus mande o bispo que precisa, nessa Diocese”.



