Baile da Disney: festa usada pelo TCP para lavar dinheiro na Maré
Baile da Disney: festa usada pelo TCP na Maré

O Baile da Disney, tradicional evento realizado na Vila do João, no Complexo da Maré, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. As autoridades apontam que a festa era utilizada como plataforma econômica pelo Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas do estado.

Como o evento era usado pelo TCP

Segundo a investigação, o Baile da Disney servia para escoar mercadorias roubadas, gerar arrecadação para a facção e fortalecer a imagem do TCP na comunidade. A festa, que atraía grande público, era organizada com o apoio de traficantes locais e funcionava como um ponto de encontro para membros da organização.

A polícia descobriu que parte dos lucros obtidos com a venda de ingressos, bebidas e produtos comercializados no evento era destinada ao financiamento de atividades criminosas, incluindo a compra de armas e munições.

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Operação Trinus

As revelações fazem parte da Operação Trinus, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). A operação tem como objetivo desarticular o esquema de lavagem de dinheiro do TCP, que movimentava milhões de reais por meio de eventos, comércios e serviços na região.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados à facção e ao evento. Durante as investigações, foram coletadas provas de que o Baile da Disney era planejado e executado sob o comando de líderes do TCP, que controlavam desde a segurança até a logística do evento.

Impacto na comunidade

Moradores da Vila do João relataram que o baile era um dos poucos momentos de lazer na região, mas muitos desconheciam a ligação com o crime organizado. A polícia alerta que a população pode ter sido usada como escudo para as atividades ilícitas.

As autoridades reforçam que a operação continua em andamento e novas prisões não estão descartadas. O Baile da Disney, que já foi palco de shows e apresentações, agora é lembrado como parte de um esquema criminoso que explorava a cultura e o entretenimento para lavar dinheiro e fortalecer o poder do TCP na Maré.

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