Ponte de aço do século XIX furtada em MG é vendida a resort por R$ 700 mil
Ponte do século XIX furtada em MG é vendida a resort

Uma ponte de aço do século XIX, que pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal e estava localizada em Prados, interior de Minas Gerais, foi furtada e posteriormente vendida por R$ 700 mil a um resort na cidade de Lima Duarte. O caso, que envolve o desaparecimento de uma estrutura de valor histórico, está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Como ocorreu o furto

De acordo com as autoridades, a ponte foi retirada do local original sem autorização, utilizando um caminhão para o transporte. A estrutura, que datava do século XIX, era considerada parte do patrimônio cultural da região e estava sob a guarda da União, por ser remanescente da malha ferroviária federal. O desaparecimento foi notado por moradores e pela prefeitura de Prados, que registraram a ocorrência.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para apurar as circunstâncias do furto e a possível participação de terceiros. O Ministério Público também acompanha o caso, que pode configurar crimes como receptação e dano ao patrimônio histórico. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, mas as investigações seguem em sigilo.

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Resort afirma ter comprado de forma regular

O Ibiti Projeto, resort localizado em Lima Duarte, confirmou ter adquirido a ponte pelo valor de R$ 700 mil. Em nota, a empresa informou que a compra foi feita de boa-fé, por meio de um intermediário, e que todos os documentos apresentados pareciam legítimos. O resort afirma estar colaborando integralmente com as investigações e se colocou à disposição para esclarecer os fatos.

Valor histórico da ponte

Especialistas em patrimônio histórico destacam que a ponte era um exemplar raro da engenharia ferroviária do século XIX, representando parte importante da história de Minas Gerais e do Brasil. A estrutura, feita inteiramente de aço, era um dos últimos vestígios da expansão ferroviária na região. O seu furto e venda geraram indignação entre historiadores e moradores locais, que cobram a recuperação do bem.

Próximos passos

A polícia busca agora identificar os responsáveis pelo furto e pela negociação da ponte. A empresa resort pode ser alvo de ação civil para reaver a estrutura, que deveria ser devolvida ao seu local de origem ou a um museu. Enquanto isso, a ponte permanece sob custódia do Ibiti Projeto, aguardando decisão judicial.

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