Furto de ponte de aço em Minas Gerais
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar o furto de uma ponte de aço de aproximadamente 20 metros de extensão e 5 metros de largura, localizada na zona rural de Prados, na Região Central de Minas Gerais. A estrutura, que pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), foi encontrada a cerca de 180 quilômetros de distância, em uma hospedagem do IbitiProjeto, em Lima Duarte, na Zona da Mata mineira.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o secretário municipal de Agropecuária e Meio Ambiente de Prados, Márcio Ladeira, informou que os autores do furto provavelmente utilizaram maquinário e ferramentas pesadas para cortar a estrutura metálica. Além disso, os suspeitos obstruíram a estrada de acesso à ponte com terra, dificultando a chegada de veículos ao local e permitindo que o crime ocorresse sem interrupções.
Ações das autoridades
A Promotoria de Justiça de Prados, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), também determinou a abertura de um inquérito civil público para apurar os fatos, incluindo os danos causados ao patrimônio cultural do município. Os envolvidos poderão responder por receptação, com pena de dois a seis anos de reclusão, além de crime contra o patrimônio cultural, conforme previsto na legislação brasileira.
Posicionamento do IbitiProjeto
Em nota oficial, o IbitiProjeto afirmou que a ponte metálica foi adquirida de forma regular, por meio de um comerciante de antiguidades, com emissão de nota fiscal e demais documentos pertinentes. A organização declarou que, ao tomar conhecimento dos questionamentos sobre a origem da estrutura, foi igualmente surpreendida e imediatamente procurou as autoridades competentes, apresentando toda a documentação disponível, indicando a localização do bem e colaborando integralmente com as investigações.
O IbitiProjeto reafirmou sua atuação pautada pela boa-fé, transparência e respeito à legalidade, permanecendo à disposição das autoridades para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos. A Polícia Federal e o Ministério Público seguem apurando o caso, enquanto a população de Prados aguarda respostas sobre o destino da ponte histórica.



