Um em cada 17 municípios tem alta vulnerabilidade ambiental, aponta UNICEF
Um em cada 17 municípios tem alta vulnerabilidade ambiental

Uma em cada 17 cidades brasileiras enfrenta uma combinação crítica de problemas ambientais, como baixa cobertura de saneamento básico, maior exposição a eventos climáticos extremos, má qualidade do ar e fragilidades na infraestrutura urbana. A constatação é de uma plataforma lançada nesta quinta-feira (23) pelo UNICEF em parceria com a Vital Strategies, organização global de saúde pública.

Metodologia e indicadores

O levantamento analisou os 5.570 municípios do país e identificou que 333 cidades (6,0%) apresentam alta prioridade em 10 ou mais dos 14 indicadores avaliados, situação que caracteriza uma vulnerabilidade severa e multidimensional para crianças e adolescentes. Na outra ponta, apenas 108 municípios (1,9%) não registram alta prioridade em nenhum dos indicadores.

A ferramenta, voltada à gestão pública municipal, reúne informações sobre ambiente escolar, eventos climáticos extremos, qualidade do ar e infraestrutura ambiental e urbana. O objetivo é ajudar gestores a identificar os principais desafios enfrentados por crianças e adolescentes e orientar políticas públicas para reduzir esses riscos.

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Região Norte lidera ranking crítico

Os dados mostram que a região Norte concentra o maior número de municípios com indicadores classificados como de alta prioridade. Em seguida aparecem Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Segundo o levantamento, esse cenário reflete a combinação de baixa cobertura de saneamento básico, intensa pressão ambiental e condições climáticas extremas que afetam o território da Amazônia Legal.

Vulnerabilidades exigem políticas integradas

O levantamento destaca que os problemas relacionados à infraestrutura ambiental e urbana estão interligados e não devem ser enfrentados de forma isolada. Cada uma das quatro áreas temáticas apresenta padrões geográficos próprios, indicando a necessidade de políticas públicas territorializadas, adaptadas às características de cada região do país.

A expectativa é que a plataforma ajude municípios a definir prioridades, direcionar investimentos e fortalecer ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes diante dos desafios climáticos e ambientais.

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