A Águas de Matão utiliza 33 dataloggers instalados em pontos estratégicos da rede de abastecimento para monitorar a pressão da água 24 horas por dia. Os dispositivos enviam dados em tempo real ao Centro de Controle Operacional (CCO), permitindo identificar oscilações e agir rapidamente. A concessionária reduziu o índice de perdas de água tratada de 45% para cerca de 28% desde 2014, abaixo da média nacional de 40% e dentro da meta contratual de no máximo 30% até 2030.
Monitoramento contínuo e resposta ágil
Os dataloggers foram posicionados com base em estudos topográficos, considerando pontos elevados e distantes dos reservatórios. Segundo Rafael Jorge, gerente de Operações e Serviços da Águas de Matão, “com os dados enviados para o CCO em tempo real, conseguimos identificar a pressão da água nos pontos onde estão instalados e acompanhar a situação das áreas ao redor. Essa leitura instantânea também permite identificar qualquer oscilação no abastecimento de forma imediata, fazendo com que a nossa equipe vá a campo e atue com rapidez e precisão quando necessário”.
Caso prático no bairro Silvânia
No início de 2024, o sistema detectou redução de pressão no bairro Silvânia antes que a população fosse afetada. Guilherme Cyrino, coordenador de Operações, explica: “O equipamento acusou que a pressão da água estava reduzindo na região. Com o alerta no Centro de Operações, as equipes foram a campo e identificaram um rompimento na rede causado por terceiros. Conseguimos restabelecer o fluxo normal com agilidade e eficiência, com o suporte desta tecnologia.”
Programa de Perdas e resultados
Os dataloggers integram o Programa de Perdas da concessionária, que inclui macromedidores em poços e reservatórios e geofonamento para vazamentos subterrâneos. Desde o início da operação em 2014, o índice de perdas caiu de 45% para 28%. “A inteligência de dados transforma a gestão do saneamento porque nos traz previsibilidade e eficiência operacional. Quando investimos em tecnologia para monitorar a rede e combater as perdas, estamos protegendo o recurso hídrico”, afirma Daniel Mantovani, diretor-presidente da Águas de Matão.



