Startup amazonense monitora 10 mil mudas do Cerrado em MG
Startup amazonense monitora 10 mil mudas em MG

Mais de 10 mil mudas nativas do Cerrado, em uma área de 10 hectares no município de Paracatu (MG), agora contam com monitoramento por uma tecnologia inovadora desenvolvida na Amazônia. A iniciativa é um projeto piloto da Tree Earth, startup amazonense parceira da Fundação Rede Amazônica, em colaboração com a Kinross Brasil Mineração, e tem como objetivo acompanhar a recuperação ambiental de áreas mineradas.

Tecnologia de ponta para restaurar o Cerrado

A plataforma criada pela Tree Earth utiliza georreferenciamento de alta precisão, monitoramento por satélite e registros em blockchain para documentar todas as etapas da restauração ambiental. Cada muda recebeu um registro individual vinculado às suas coordenadas geográficas, permitindo acompanhar sua localização exata, histórico de campo, documentação técnica e a evolução da área restaurada ao longo do tempo.

As informações são reunidas em um ambiente digital que integra imagens de satélite, registros geoespaciais, dados coletados em campo e evidências produzidas durante a execução do projeto. Isso amplia a rastreabilidade das ações e fortalece a gestão dos ativos ambientais, criando uma base sólida para auditorias e certificações futuras.

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Histórico digital para cada muda

Segundo Vicente Tino, CEO da Tree Earth, a tecnologia representa um novo modelo para acompanhar projetos de restauração ecológica. "A partir de agora, cada muda passa a ter um histórico digital que reúne sua localização, registros de campo, imagens de satélite e documentação técnica. Isso fortalece a rastreabilidade das ações ambientais e cria uma base confiável para a gestão de ativos ambientais e futuros processos de certificação", afirma.

O projeto também estrutura um sistema de Mensuração, Reporte e Verificação (MRV), metodologia que organiza, acompanha e documenta informações de projetos ambientais, aumentando a transparência dos dados e a capacidade de comprovação dos resultados. A plataforma consolida informações desde o cultivo das mudas até o desenvolvimento da vegetação, subsidiando auditorias, inspeções técnicas e validações ambientais.

Parceria com a comunidade local

As mudas monitoradas fazem parte do Programa de Viveiros Comunitários da Kinross, criado em 2017 e desenvolvido em parceria com 20 famílias da comunidade de Santa Rita, em Paracatu. Os viveiros produzem cerca de 10 mil mudas nativas do Cerrado por ano, incluindo espécies ameaçadas de extinção. As plantas são usadas na recuperação de áreas da mineradora, enquanto a produção gera trabalho e renda para as famílias participantes.

Para Alessandro Nepomuceno, diretor de Sustentabilidade da Kinross Brasil Mineração, a iniciativa demonstra como a transformação digital pode fortalecer a gestão ambiental. "Mais que plantar árvores, precisamos construir confiança. A agenda climática exige soluções que integrem meio ambiente, desenvolvimento social e inovação tecnológica. Este projeto demonstra como a transformação digital pode fortalecer a gestão ambiental e gerar mais transparência para iniciativas de restauração", destaca.

Impacto e perspectivas futuras

A expectativa é que o projeto piloto sirva de referência para a digitalização de outros programas de restauração ecológica e reabilitação de áreas mineradas no Brasil, conectando tecnologia desenvolvida na Amazônia, conservação do Cerrado e desenvolvimento comunitário. A Tree Earth é uma startup amazonense de tecnologia ambiental, especializada na rastreabilidade de projetos de restauração ecológica, integrando georreferenciamento, monitoramento por satélite, blockchain e análise de dados para apoiar a gestão e a comprovação de ativos ambientais.

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