O Brasil registrou uma queda de 50% na área queimada em 2025, enquanto a Amazônia atingiu a menor taxa de desmatamento em 41 anos. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com base no monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Redução histórica na Amazônia
De acordo com o Inpe, a Amazônia Legal perdeu 4.500 km² de floresta entre agosto de 2024 e julho de 2025, uma redução de 45% em relação ao período anterior. Este é o menor índice desde o início da série histórica, em 1984. A área queimada total no país caiu de 18 milhões de hectares em 2024 para 9 milhões de hectares em 2025.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro, atribuiu a melhora a políticas de fiscalização e combate a incêndios. "Estamos colhendo os resultados de ações integradas entre órgãos ambientais e forças de segurança", afirmou.
Impacto no Cerrado e Pantanal
No Cerrado, a área queimada recuou 35%, enquanto no Pantanal a redução foi de 60%. O bioma pantaneiro, que sofreu queimadas devastadoras em 2024, teve 1,2 milhão de hectares queimados em 2025, contra 3 milhões no ano anterior.
Especialistas destacam que as condições climáticas favoráveis, com mais chuvas no início do ano, também contribuíram para a redução. No entanto, alertam que o cenário ainda é preocupante diante das mudanças climáticas.
Metas e desafios
O governo federal estabeleceu a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Com a queda em 2025, o país se aproxima da trajetória necessária, mas ainda precisa intensificar ações em outros biomas. "O desafio agora é manter a tendência e expandir as políticas para o Cerrado e a Caatinga", disse a secretária de Biodiversidade, Ana Paula Cunha.



