Incêndios florestais de 2025 foram os mais caros da história, aponta estudo
Incêndios de 2025 foram os mais caros da história

Incêndios florestais de 2025 estabelecem novo recorde de custos

Um estudo recente divulgado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que os incêndios florestais ocorridos em 2025 foram os mais onerosos da história. O levantamento analisou dados de satélites, relatórios de órgãos ambientais e registros financeiros de combate a incêndios em todo o mundo.

Valores astronômicos e impactos globais

De acordo com o estudo, os custos diretos e indiretos dos incêndios em 2025 ultrapassaram a marca de US$ 500 bilhões. Esse valor inclui gastos com combate, perdas na agricultura, danos à infraestrutura, desvalorização imobiliária e impactos na saúde pública. Os incêndios atingiram principalmente regiões da Amazônia, Austrália, Califórnia e Sibéria.

O professor Carlos Alberto de Oliveira, coordenador da pesquisa, destacou que o aumento da frequência e intensidade dos incêndios está diretamente relacionado às mudanças climáticas. “Eventos extremos como secas prolongadas e ondas de calor criam condições propícias para o alastramento do fogo”, explicou.

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Consequências para o meio ambiente e sociedade

Além do custo financeiro, os incêndios de 2025 liberaram cerca de 2,5 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera, agravando o efeito estufa. A perda de biodiversidade foi significativa, com milhões de hectares de florestas destruídos e espécies ameaçadas.

O estudo também apontou que comunidades indígenas e rurais foram as mais afetadas, com deslocamentos forçados e aumento de doenças respiratórias. “É urgente que governos invistam em prevenção e manejo sustentável”, alertou Oliveira.

Comparação com anos anteriores

Para efeito de comparação, os incêndios de 2020, que já eram considerados catastróficos, tiveram um custo estimado em US$ 200 bilhões. O novo recorde representa um aumento de 150% em apenas cinco anos. Os pesquisadores enfatizam que, sem ações efetivas, os custos podem continuar subindo.

O estudo recomenda a criação de políticas públicas robustas, incluindo monitoramento por satélite em tempo real, brigadas de incêndio treinadas e restrições ao desmatamento. Também sugere incentivos econômicos para práticas agrícolas que reduzam o risco de queimadas.

Reações e próximos passos

Organizações ambientais como o Greenpeace e o WWF já se manifestaram, cobrando medidas dos líderes mundiais. A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Ana Paula de Souza, afirmou que o governo está elaborando um plano nacional de combate a incêndios, com previsão de investimento de R$ 10 bilhões nos próximos quatro anos.

O estudo completo será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), prevista para novembro de 2026, em Belém do Pará.

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