Frio no Zoo de Bauru: répteis com ar a 30°C e micos com aquecedores
Frio no Zoo de Bauru: répteis com ar a 30°C e micos aquecidos

Durante as baixas temperaturas do inverno, os animais do Zoológico de Bauru (SP) contam com uma força-tarefa da equipe técnica para manter o corpo aquecido. Ar-condicionado regulado a 30°C, placas térmicas, aquecedores e até forração extra de feno fazem parte dos cuidados adotados para garantir o bem-estar das espécies mais sensíveis ao frio.

Adaptações térmicas nos recintos

Para garantir o bem-estar dos moradores do parque, os recintos de diversas espécies passam por adaptações térmicas. Os répteis, por exemplo, exigem atenção redobrada. "Os répteis são animais chamados ectotérmicos, que dependem da temperatura do ambiente para se aquecer", explica o gerente do zoológico, Daniel Contieri Rolim.

Placas térmicas para cobras e iguanas

Debaixo do recinto onde ficam as cobras e iguanas, placas térmicas, invisíveis ao público, ajudam a manter a temperatura ideal ao longo do dia. Nos bastidores do serpentário, as lâmpadas de cerâmica e incandescentes funcionam sem parar para esquentar o ambiente, e o ar-condicionado é mantido aos 30°C.

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Aquecedores para micos-leões-dourados

Outra espécie que ganha um refúgio especial é o mico-leão-dourado, que têm aquecedores instalados na parte de trás dos recintos e contam com uma passagem livre para transitar entre a área externa e o abrigo quentinho a hora que quiserem. Segundo o zoológico, esse tipo de adaptação é necessário principalmente para espécies originárias de regiões mais quentes, como a Amazônia.

Forração extra para tatus-peba

Animais como o tatu-peba também ganham forração extra de feno e casinhas aquecidas.

Espécies que apreciam o frio

Na contramão das espécies que não estão acostumadas com o frio, há aqueles que se sentem em casa com a chegada do inverno. Os pinguins-de-magalhães, por exemplo, aproveitam a água gelada da piscina para nadar e brincar ainda mais, já que são biologicamente adaptados a climas gelados.

O mesmo vale para os patos-reais, que continuam mergulhando no lago congelante. Eles contam com uma camada natural de gordura e penas impermeáveis que impedem que o frio chegue à pele. "As temperaturas ou muito altas ou muito baixas podem prejudicar esses animais, então a gente mantém o bem-estar para a saúde deles", ressalta o gerente.

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