No último domingo (5), o engenheiro ambiental Ivo Reck registrou uma baleia jubarte e um grupo de raias na Baía de Paranaguá, no litoral do Paraná. A baía está inserida na região da Mata Atlântica declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 1999.
Registro com drone e espera de três horas
Segundo Reck, ele esperou cerca de três horas na Ilha das Peças até avistar a baleia jubarte, por volta das 10h da manhã. O registro foi feito com um drone a mais de 100 metros de altura para não incomodar o animal. No fim da tarde, Reck voltou à praia e novamente observou e registrou a baleia. Com a bateria do equipamento quase no fim, ao retornar o drone, encontrou um grupo de raias.
"Eu tenho um carinho gigantesco por esses animais e eu sei do que causa a presença humana e tudo que a gente causa para eles. Através dos registros com drone, eu tenho tentado despertar a importância de a gente estar preservando e buscando todos os meios possíveis para garantir um ambiente seguro para eles. Eles estão aí há muito tempo, então a gente tem que buscar todos os meios possíveis [para protegê-los]", defende o engenheiro.
Raias em formação geométrica encantadora
Sobre o encontro com as raias, Reck compartilhou: "A raia também é um ser incrível. É uma espécie marinha que desperta muita curiosidade. Para mim, foi emocionante ter encontrado aquele bando. Eles estavam organizados numa simetria, uma formação geométrica encantadora. Foi um presente ter conseguido capturar as imagens."
Região é berçário para espécies marinhas
De acordo com o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (REBIMAR), durante o inverno, diversas espécies de animais migratórios passam pela Grande Reserva da Mata Atlântica, encontrando alimento e lugares seguros para descansar. A pesquisadora Renata Daldin Leite detalha que a região é uma espécie de "berçário" para várias espécies, entre elas as raias.
"É uma área muito importante para parto, é uma região em que elas têm muito alimento disponível e é uma região que serve como refúgio. Toda essa região associada à Grande Reserva da Mata Atlântica é muito importante para a conservação dessas espécies. São espécies sentinelas. Através do estudo delas e da saúde delas, a gente consegue ter um recorte de como está a saúde do ecossistema como um todo", explica a pesquisadora.



