O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o pedido de anulação do júri do ex-vereador Jairinho, condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel. A decisão foi proferida pela desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, que rejeitou os argumentos da defesa de que a ampla repercussão midiática do caso teria comprometido a imparcialidade dos jurados.
Defesa alegava influência da mídia
Os advogados de Jairinho sustentavam que a cobertura intensa da imprensa durante o julgamento teria influenciado os jurados, resultando em um veredito parcial. No entanto, a desembargadora entendeu que não houve qualquer prejuízo ao devido processo legal. "A mera exposição midiática não é suficiente para macular a imparcialidade do júri, especialmente quando não se comprova interferência direta no ânimo dos jurados", afirmou na decisão.
Impossibilidade de novo júri imparcial
Maria Angélica Guerra Guedes destacou ainda que, devido à repercussão nacional do caso, seria inviável realizar um novo julgamento em outra comarca que garantisse maior imparcialidade. "O caso ganhou dimensão nacional, e qualquer tentativa de transferência esbarraria no mesmo problema", explicou. A defesa de Jairinho ainda pode recorrer da decisão a instâncias superiores.
Condenação histórica
Jairinho foi condenado em 2024 a 43 anos de reclusão pela morte de Henry Borel, ocorrida em 2021. O crime chocou o país e gerou grande comoção pública. A mãe do menino, Monique Medeiros, também foi condenada por participação no crime.



