Uma motorista americana está processando a Tesla, exigindo indenização de US$ 10 milhões, após sofrer ferimentos graves em um acidente durante um test drive. O motivo? Ela alega que o carro era potente demais para ser controlado, especialmente porque não foi avisada de que o veículo estava configurado no modo de aceleração “Insane”, que libera o máximo desempenho do SUV elétrico.
Alemzewd Lawgalet, de 59 anos, entrou com a ação judicial contra a montadora, afirmando que nunca havia dirigido um carro elétrico antes do teste. Segundo o processo, ela informou sua inexperiência à equipe da Tesla, que teria garantido que o veículo “funcionava como um carro a combustão”. No entanto, ninguém explicou a existência dos diferentes modos de aceleração nem que o Model Y utilizado estava no modo mais agressivo, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 3,3 segundos.
Detalhes do acidente
De acordo com a ação, Lawgalet perdeu o controle do veículo após sair de uma rodovia, quando o sistema de frenagem regenerativa — outro recurso que ela desconhecia — alterou o comportamento do carro. Ao retomar a velocidade em um semáforo, o veículo acelerou muito mais do que ela esperava, fazendo com que ela batesse em um salão comercial.
O acidente teria causado lesões permanentes, dores físicas e emocionais, além de prejuízos financeiros. A ação pede mais de US$ 10 milhões em danos compensatórios e outros US$ 350 mil em danos punitivos. A defesa de Lawgalet sustenta que a Tesla agiu com negligência ao permitir que uma motorista inexperiente realizasse o test drive sem orientação adequada sobre os sistemas do carro e sobre o modo de desempenho selecionado.
Resposta da Tesla
Segundo documentos citados pela imprensa dos Estados Unidos, a Tesla nega responsabilidade pelo acidente. A empresa afirma que a motorista não tomou os cuidados necessários durante a condução e que ela deixou de agir para minimizar os próprios danos. O processo segue em tramitação, sem decisão judicial até o momento.
O que é o modo 'Insane'
O modo “Insane” é uma configuração de desempenho disponível em algumas versões do Tesla Model Y. Quando ativado, ele libera a aceleração máxima do veículo, tornando as respostas ao pedal muito mais rápidas do que nos modos convencionais. A ativação exige navegação por menus específicos na central multimídia, o que, segundo a autora, indica que o modo foi selecionado antes do início do test drive, sem que ela fosse informada.
Este caso destaca a importância de orientação adequada em test drives de veículos de alta performance, especialmente para motoristas sem experiência com carros elétricos. A Tesla, conhecida por seus recursos avançados, enfrenta agora um processo que pode estabelecer precedentes sobre a responsabilidade das montadoras em situações semelhantes.



