Uma mulher de 24 anos conseguiu denunciar as agressões que sofria dentro de casa com a ajuda da própria sogra, na quarta-feira (17), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A mãe do suspeito emprestou o celular para que a nora acionasse a Polícia Militar (PM). O filho, de 21 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica.
Detalhes do caso
O caso ocorreu no bairro Tocantins. Segundo a vítima, ela vivia com o companheiro havia cerca de quatro meses e era impedida por ele de ter celular e de sair sozinha de casa. A delegada da mulher, Lia Valechi, informou que a mãe do suspeito já havia acionado a PM após presenciar o comportamento agressivo do filho contra a companheira, mas na ocasião os militares não localizaram o casal.
“Os três filhos da vítima, de 8 anos, 2 anos e 10 meses, não foram vítimas de violência, mas acompanhavam as agressões sofridas pela mãe. O que revolta nesse caso é que a última agressão aconteceu porque a mulher pediu para ir ao supermercado comprar absorvente. Ao retornar, ela apanhou novamente porque havia dado suco e pão para os filhos comerem”, afirmou a delegada.
Ajuda da sogra
A vítima contou que aproveitou um momento em que saiu acompanhada pela sogra para pedir ajuda. Na ocasião, a mãe do suspeito emprestou o celular para que ela acionasse a PM. Segundo a vítima, ela conheceu o homem pelas redes sociais há cerca de três meses, e as agressões começaram logo no início do relacionamento. As agressões físicas, psicológicas e as ameaças ocorriam havia algum tempo, inclusive na presença dos filhos.
De acordo com a investigação, a sogra relatou que o filho mantinha a vítima trancada em casa e a impedia de ter celular ou sair sozinha. Após ser acionada, a PM foi ao local e prendeu o suspeito em flagrante.
Consequências legais
A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de lesão corporal contra a mulher e ameaça. O homem foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis. Considerando a lesão corporal no contexto de violência doméstica, a pena é de 2 a 5 anos de reclusão; já a ameaça tem pena de 1 a 6 meses de detenção ou multa. Segundo a Polícia Civil, o suspeito possui registros policiais por tráfico de drogas, embriaguez ao volante, receptação, adulteração de veículo e violência contra a mulher.



