A audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus no Rio de Janeiro, realizada nesta quarta-feira (15), terminou sem acordo. O impasse mantém a greve da categoria, que já afeta milhões de passageiros na cidade. Uma nova audiência foi marcada para a próxima quarta-feira (22).
Proposta das empresas rejeitada
O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, propôs um reajuste salarial e no valor da cesta básica de 5%. A oferta foi rejeitada pelos rodoviários, que inicialmente reivindicavam aumento de 17% e depois reduziram o pedido para 12%, dividido em duas parcelas.
Reivindicações dos rodoviários
Os trabalhadores exigem piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas, vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, mudanças na escala de trabalho e jornada de 7 horas e meia. A categoria argumenta que as condições atuais são insuficientes para cobrir os custos de vida no Rio de Janeiro.
Impacto da greve
Desde o início da paralisação, os usuários do transporte público enfrentam longas esperas e lotação nos terminais. A prefeitura do Rio já anunciou que multará as empresas por descumprimento da frota mínima, mas a situação permanece crítica. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, cerca de 80% dos ônibus estão parados.
Próximos passos
Na audiência da próxima quarta-feira, as partes tentarão chegar a um consenso. Caso não haja acordo, a greve pode se prolongar, e a Justiça do Trabalho poderá intervir para determinar a volta parcial dos serviços. Enquanto isso, a população carioca segue refém do impasse.



