Secretário de Esportes de Terra Rica é preso por descumprir medidas cautelares
Secretário de Esportes de Terra Rica é preso

O secretário de Esportes de Terra Rica, no noroeste do Paraná, Celso Vinicius Azoia, conhecido como Kalunga, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. A defesa dele não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Investigação por peculato

Azoia é investigado pelo crime de peculato, que ocorre quando o servidor público se apropria ou desvia, em benefício próprio ou de terceiros, dinheiro, valor ou bens públicos ou particulares que estão sob sua posse em razão do cargo. Segundo a Polícia Civil, ele e um servidor são suspeitos de movimentar mais de R$ 100 mil em contas particulares, com patrocínios, anúncios e aluguel de espaços públicos, sem repassar os valores aos cofres públicos.

Operação anterior e descumprimento

Uma semana antes da prisão, o secretário foi alvo de uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão. Na ocasião, a polícia apreendeu documentos e aparelhos eletrônicos. Kalunga também foi afastado da função pública pelo prazo de 180 dias ou até que a investigação policial seja concluída. Após a operação, ele estava impedido de ir ao setor de esportes, falar com funcionários da pasta e com empresários ou envolvidos. No entanto, conforme a polícia, ele desrespeitou a determinação.

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Desvios desde 2024

De acordo com o delegado da divisão estadual de combate à corrupção, Thiago Vicentini de Oliveira, foi descoberto que o secretário desviava valores do aluguel de espaços publicitários do Ginásio de Esportes de Terra Rica desde 2024. "Esse processo de locação não se deu por meio de licitação ou qualquer outro processo público de seleção, e os valores rastreados todos foram ao encontro desse secretário, seja por meio de depósito em sua conta, recebimento em espécie e desconto de cheque", informou o delegado.

Inscrições de campeonato

Vicentini também informou que a investigação apontou que os servidores se apropriaram dos valores de inscrição de um campeonato gerido e incentivado pelo município. Cada inscrição custou R$ 800, e os servidores teriam embolsado cerca de R$ 16 mil ao todo. A polícia afirma ainda que o desvio de bens públicos era feito para promover uma empresa particular.

Posição da prefeitura

No dia da operação, a prefeitura de Terra Rica se manifestou dizendo que foi surpreendida, mas que está à disposição para colaborar com as autoridades.

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