Uma semana após a apresentação dos recursos contra a sentença do caso Henry, os pedidos do Ministério Público (MP) e da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, ainda aguardam apreciação da juíza Elizabeth Louro, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que os pedidos apresentados após o julgamento seguem sob análise da magistrada.
Ministério Público busca anular o júri
O MP requer a anulação do júri que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em março de 2021. A promotoria alega erro na formulação dos quesitos apresentados aos jurados, o que teria influenciado a decisão de absolvição de Monique. Caso o pedido seja aceito, um novo julgamento será realizado para a ré.
Defesa de Jairinho alega parcialidade
Já a defesa de Jairinho, condenado a 44 anos e 8 meses de prisão pela morte do menino, alega parcialidade da juíza Elizabeth Louro durante o processo. Os advogados pedem a anulação da sentença ou a redução da pena, argumentando que a magistrada teria agido com viés contra o réu.
Próximos passos
Após a análise dos recursos pela juíza, os processos seguirão para a 7ª Câmara Criminal do TJRJ, que decidirá em segunda instância sobre os pedidos. Enquanto isso, Jairinho permanece preso e Monique aguarda em liberdade o desfecho do recurso do MP.
O caso Henry Borel, que chocou o país, envolve a morte do menino de 4 anos no apartamento da família, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. As investigações apontaram que a criança foi agredida e medicada de forma irregular, resultando em sua morte.



