PRF apreende mais de 3 mil medicamentos irregulares na BR-381 em Minas
PRF apreende 3 mil medicamentos irregulares na BR-381

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite de segunda-feira (3), 3.200 medicamentos de origem irregular durante uma fiscalização no km 347 da BR-381, em João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais. A ação resultou na prisão de um homem de 44 anos, morador de Belo Horizonte, que transportava os produtos sem documentação fiscal.

Abordagem e apreensão

A ocorrência teve início por volta das 21h10, quando os policiais deram ordem de parada a um veículo de passeio. Segundo a PRF, o condutor demorou a obedecer à determinação e só imobilizou o carro cerca de 15 metros à frente do ponto de fiscalização. Durante a abordagem, os agentes notaram que o motorista estava visivelmente nervoso e admitiu não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ao solicitar a abertura do porta-malas, a equipe encontrou uma grande quantidade de caixas de papelão. Questionado sobre o conteúdo, o condutor afirmou desconhecer a natureza da carga, o que levantou suspeitas e motivou uma vistoria minuciosa no veículo.

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Materiais encontrados

No interior das caixas, os policiais localizaram 434 ampolas de medicamentos para emagrecimento e 2.766 anabolizantes. Todos os produtos estavam sem documentação fiscal, sem comprovação de origem e sem autorização dos órgãos reguladores competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além dos medicamentos, foram apreendidos um aparelho celular e R$ 535 em espécie. O motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado, junto com todo o material, à delegacia de João Monlevade. O veículo também foi apreendido e levado para um pátio do Detran.

Ações da PRF

A PRF reforça a importância do combate ao transporte de produtos irregulares, que podem representar risco à saúde pública. A ocorrência foi registrada como crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

O homem, que não teve o nome divulgado, permanece à disposição da Justiça. A investigação deve apurar a origem dos medicamentos e o destino final da carga.

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