O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), é alvo de uma investigação da Polícia Federal que aponta que seu patrimônio quase dobrou em oito anos. De acordo com dados obtidos pela PF, os bens declarados por Canella cresceram 92% entre 2016 e 2024, saltando de R$ 1,2 milhão para R$ 2,3 milhões.
Investigação aponta evolução patrimonial atípica
A Polícia Federal encontrou indícios de que o aumento patrimonial do ex-prefeito não é compatível com sua renda declarada como servidor público e político. A análise foi feita com base em declarações de Imposto de Renda e movimentações financeiras. Segundo a PF, "a evolução patrimonial de Márcio Canella apresenta indícios de enriquecimento ilícito".
Canella foi prefeito de Belford Roxo por dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024. Durante esse período, ele também exerceu cargo de deputado estadual, o que, segundo a investigação, não justifica o crescimento patrimonial observado. A PF apura se houve uso de recursos públicos ou propinas para ampliar o patrimônio.
Defesa do ex-prefeito nega irregularidades
A defesa de Márcio Canella afirmou que "todas as declarações de bens foram feitas dentro da lei" e que o ex-prefeito "sempre agiu com transparência". Em nota, os advogados disseram que "não há qualquer ilegalidade no crescimento do patrimônio, que decorre de investimentos e economia pessoal".
A operação da PF, batizada de "Belford Roxo", também investiga outros ex-prefeitos e agentes públicos da região. O caso está sob sigilo judicial, mas a PF já solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Canella. O Ministério Público Federal acompanha as investigações.



