Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente de 12 anos, já havia sido detida em flagrante em Goiânia no ano de 2024. Na ocasião, ela foi levada à delegacia após policiais militares constatarem que mentia para obter doações.
Prisão anterior por falsidade ideológica
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a prisão ocorreu por falsidade ideológica. O Tribunal de Justiça de Goiás, questionado pelo g1, informou que não localizou nenhum processo com o nome de Amanda em seu sistema. Já a Polícia Civil não divulgou a conclusão do inquérito.
O conselheiro tutelar Rondinelly-Ná, que acompanhou o caso na época, relembrou os acontecimentos em entrevista ao g1: "Ela fez a mesma coisa aqui em Goiânia. Só não ficou esse tanto de tempo e na casa de uma pessoa. Ela chegou à rodoviária e se hospedou nos hotéis próximos".
Diferença entre os casos
O tempo mencionado pelo conselheiro refere-se ao período de mais de um ano em que Amanda conviveu com uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina. Em Goiânia, ela não chegou a ser acolhida por ninguém. "Alguém passou o contato de uma pastora; junto com a pastora estava a obreira. Foi quando elas me procuraram, por causa da questão das agulhas", relatou Rondinelly-Ná.
Segundo o conselheiro, agulhas estavam presentes por todo o corpo da mulher. Quando foi atendida, ela alegou ter sido vítima de abusos na infância. Amanda, que se apresentou com outro nome, foi levada pelo Conselho Tutelar ao Hospital Estadual da Mulher (Hemu), mas devido à idade declarada, o conselheiro precisou encaminhá-la ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).
Descoberta da verdadeira identidade
Após a mulher relatar passagem por conselhos tutelares de outros estados, Rondinelly fez uma busca e descobriu a verdade. "O Conselho Tutelar do Paraná me enviou uma matéria, mostrando que ela já tinha sido presa lá. O hospital já tinha feito até uma reunião, porque ela tem agulhas próximas ao coração. Quando descobrimos, foi dada voz de prisão a ela".
Em seguida, Amanda foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Uma consulta nos sistemas policiais confirmou sua verdadeira idade. Além disso, foram encontrados registros em seu nome por estelionato e falsidade ideológica em outros estados.



