MP investiga vazamento de diagnósticos de HIV de indígenas no TO
MP investiga vazamento de diagnósticos de HIV de indígenas

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um processo administrativo para investigar o compartilhamento de diagnósticos de HIV/AIDS de pacientes indígenas dos municípios de Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia. As informações eram divulgadas em grupos de WhatsApp integrados por moradores, barqueiros, pilotos e vigias, conforme apuração do órgão.

Vazamento em grupos de WhatsApp expõe pacientes

De acordo com o MPTO, profissionais de saúde estariam divulgando cronogramas de viagens médicas para Confresa (MT) e requisições de exames de carga viral nesses grupos. A prática expunha os pacientes a "situações de grave constrangimento, preconceito e discriminação social dentro de suas comunidades", segundo o documento oficial.

A portaria que abre a investigação foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público no dia 10 de julho de 2026. O g1 solicitou posicionamento ao Ministério da Saúde, responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

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DSEI Araguaia é notificado a prestar esclarecimentos

O MPTO informou que o Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins comunicou que os municípios são atendidos pelo polo base de São Félix do Araguaia, que integra o Distrito Sanitário Especial Indígena Araguaia (DSEI Araguaia), sediado em São Félix do Araguaia (MT).

No documento, o MPTO solicita ao DSEI Araguaia que apresente, em até 10 dias, as seguintes informações:

  • Identificação dos profissionais de saúde ou colaboradores vinculados ao Polo Base de São Félix do Araguaia responsáveis pelo envio de mensagens nos grupos;
  • Justificativas técnicas para a utilização desse meio de comunicação coletivo para a divulgação de fluxos de viagens de saúde e orientações de exames;
  • Medidas de segurança da informação implementadas para resguardar o sigilo médico;
  • Existência de canal oficial de comunicação individualizada para agendamentos com os pacientes, evitando exposição pública em ambientes virtuais coletivos.

O caso segue sob investigação do MPTO, que aguarda as respostas do DSEI Araguaia para dar prosseguimento ao processo administrativo.

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