O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) denunciou a namorada do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, Lauanny Faria Braier Borges, e a mãe dela, Moara Guimarães Faria, pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia, obtida pelo g1, aponta que ambas tentaram intimidar uma jovem que acusou Turra de tortura e agressões, para que ela retirasse a queixa.
Ameaças e eliminação de provas
Segundo a investigação do MP, Lauanny e Moara ameaçaram divulgar vídeos íntimos da jovem caso ela não desistisse da denúncia contra Turra. Parte desses vídeos foi enviada à mãe da vítima. A acusação afirma ainda que, após o envio das mensagens, elas utilizaram a função "apagar para todos" do WhatsApp na tentativa de eliminar provas. Meses depois, mãe e filha passaram a publicar conteúdos nas redes sociais para descredibilizar a vítima, incluindo ofensas e uma imagem manipulada que sugeria uma "proximidade" entre a denunciante e Pedro Turra.
Pedido de indenização e andamento do caso
O Ministério Público entendeu que há provas suficientes para o início da ação penal e pediu o recebimento da denúncia pela Justiça. O órgão também solicitou que, em caso de condenação, Lauanny e Moara paguem uma indenização mínima de R$ 5 mil à vítima. O g1 tenta contato com as defesas das denunciadas.
Relembre o caso Pedro Turra
Pedro Turra está preso preventivamente e é réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, ocorrida em 23 de janeiro, em Vicente Pires. O adolescente morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo. Turra aguarda decisão sobre um eventual júri popular, após o adiamento da audiência de instrução. Com a repercussão, outras supostas vítimas de Turra procuraram a polícia, entre elas a jovem que o acusa de tortura e de forçá-la a ingerir bebida alcoólica.
Relatos de tortura e agressões
Em depoimento, a jovem disse ser "ex-amiga" de Turra e Lauanny. Ela relatou que foi agredida com um taser (arma de choque elétrico) dentro de um carro, no Park Way. Segundo o boletim de ocorrência, Turra deu choques nos seios, na barriga e nas pernas da vítima, mesmo contra sua vontade, por cerca de 10 minutos, até o aparelho descarregar. A jovem foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.
Em outro episódio, ocorrido em setembro de 2025, durante um passeio de lancha no Lago Paranoá, a jovem afirma que foi empurrada por Turra e caiu na água. A lancha não tinha escada, e Turra e um amigo riram da situação, obrigando-a a nadar até um deck para sair, sofrendo arranhões. O caso foi registrado como perigo para a vida e omissão de socorro.
O g1 continua acompanhando o caso e aguarda posicionamento das defesas.



