O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou dois homens acusados de matar as ex-companheiras em Santa Efigênia de Minas, no Vale do Rio Doce. A decisão foi comunicada na terça-feira (14). Os crimes ocorreram nos dias 2 e 27 de junho deste ano e, segundo o órgão, tiveram como motivação o inconformismo dos investigados com o fim dos relacionamentos.
Detalhes dos crimes
Nas duas denúncias, o MPMG atribuiu aos acusados o crime de feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso do crime ocorrido no dia 2 de junho, também foi incluída a qualificadora de perigo comum.
Primeiro feminicídio: mulher de 23 anos morta a tiros
No primeiro caso, a vítima, de 23 anos, havia saído de casa para levar o filho do casal à escola quando passou a ser perseguida pelo ex-companheiro pelas ruas da cidade. Segundo o Ministério Público, o homem efetuou um primeiro disparo, que não atingiu a mulher e acertou um veículo estacionado. Em seguida, ela correu e tentou se proteger dentro de uma oficina mecânica, mas foi alcançada pelo suspeito, que atirou contra a cabeça da vítima e fez outros disparos quando ela já estava caída. O laudo de necropsia apontou que a morte foi causada por politraumatismo provocado pelos disparos de arma de fogo. Após o crime, o homem foi localizado e preso durante uma operação policial. Conforme o Ministério Público, ele confessou o feminicídio e indicou onde havia escondido o revólver utilizado no assassinato. O MPMG destacou ainda que a vítima já havia registrado ocorrência relatando ameaças de morte feitas pelo ex-companheiro e possuía medida protetiva em vigor.
Segundo feminicídio: mulher de 59 anos morta a facadas
O segundo feminicídio aconteceu no dia 27 de junho e teve como vítima uma mulher de 59 anos. De acordo com a denúncia, o acusado foi até a casa da ex-companheira e a surpreendeu ainda de roupas de dormir, desferindo golpes de faca no corredor de acesso ao imóvel. A vítima tentou fugir para a cozinha, mas foi alcançada e atacada novamente. Segundo o laudo de necropsia citado pelo Ministério Público, ela morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado pelos diversos ferimentos. Para a Promotoria de Justiça, o crime foi premeditado e motivado pelo inconformismo do denunciado com o fim de um relacionamento de aproximadamente 35 anos. Ainda conforme o MPMG, embora a prisão em flagrante tenha sido inicialmente convertida em prisão domiciliar durante a audiência de custódia, a Justiça decretou posteriormente a prisão preventiva do acusado após pedido do Ministério Público. O mandado foi cumprido na terça-feira (14).



