Adolescente morre após dor de cabeça em hospital de RO; família suspeita de erro médico
Morte de adolescente em RO é investigada por suspeita de erro médico

A Polícia Civil de Rondônia instaurou inquérito para investigar a morte do adolescente Vitor Rafael Vieira Fernandes, de 16 anos, ocorrida durante atendimento no Hospital Municipal Dr. Pedro Granjeiro Xavier, em Colorado do Oeste (RO). A família suspeita de erro médico, mas a Secretaria Municipal de Saúde nega as acusações.

O que aconteceu

Segundo a família, Vitor procurou o hospital com queixa de dor de cabeça e morreu após receber medicação. A Polícia Civil informou que realizou exame tanatoscópico e solicitou outros exames periciais para esclarecer a causa da morte. O inquérito aguarda a conclusão dos laudos.

Vitor morreu na madrugada de domingo (21), por volta das 3h. O corpo foi sepultado na terça-feira (23), após a família registrar boletim de ocorrência e conseguir o encaminhamento para a autópsia.

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Versão da família

Ao g1, Irani Fernandes, prima do adolescente, afirmou que ele não tinha problemas de saúde recorrentes. "Como que a pessoa vai no hospital com dor de cabeça, toma o remédio e morre assim?", questionou. Ela disse que os familiares tentaram obter informações com o médico responsável sobre a causa da morte e buscavam a realização de autópsia. "O médico não disse nada. A única coisa que falaram foi que teria sido um infarto, mas isso não faz sentido", acrescentou.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde

Em nota, a direção do hospital e a Secretaria Municipal de Saúde negaram as acusações de erro médico. Segundo a unidade, Vitor deu entrada às 21h52 com dor de cabeça e náuseas. Às 22h, recebeu medicação e, às 23h, apresentou melhora dos sintomas, permanecendo em observação. Por volta das 3h, teve piora súbita e inesperada e foi levado à sala de emergência. O hospital afirma que o atendimento seguiu critérios técnicos e que não houve falha na medicação ou na conduta médica.

Sobre o prontuário, a Secretaria informou que o documento não foi negado à família. Ele não foi entregue imediatamente porque era necessária a identificação formal dos responsáveis, sendo disponibilizado no dia seguinte ao irmão do adolescente. Em relação à autópsia, a Secretaria esclareceu que, em casos de morte súbita sem causa definida, o encaminhamento ao IML depende de registro policial, orientação que, segundo a pasta, foi repassada à família. Os parentes, no entanto, afirmam que não receberam essa informação.

A direção do hospital manifestou pesar pela morte e repudiou o que classificou como "distorções" sobre o caso, colocando-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

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