O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou a criação de tribunais especiais para julgar casos de vazamento de provas, em resposta a protestos em massa liderados por estudantes e partidos de oposição. A proposta foi feita após o vazamento do Exame Nacional de Elegibilidade e Admissão (NEET), que gerou indignação generalizada.
Protestos e exigências da oposição
Manifestantes, incluindo membros da Federação Estudantil da Índia (SFI), realizaram protestos em várias cidades, como Kochi, exigindo a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. A oposição rejeitou rapidamente a proposta de Modi, insistindo que Pradhan deve deixar o cargo primeiro.
"Não aceitaremos tribunais especiais como cortina de fumaça. O ministro da Educação deve renunciar imediatamente", declarou um líder do Partido do Congresso Nacional Indiano.
Detalhes da proposta de Modi
Modi prometeu que os tribunais especiais agilizarão os julgamentos e garantirão punições severas para os responsáveis por vazamentos de provas. O governo pretende apresentar um projeto de lei na próxima sessão parlamentar para formalizar a medida.
"O vazamento de provas é um crime grave que prejudica milhões de estudantes. Vamos criar tribunais dedicados para lidar com esses casos", afirmou Modi em discurso televisionado.
Impacto e reações
O vazamento do NEET afetou cerca de 1,8 milhão de candidatos que realizaram o exame em junho. A Suprema Corte da Índia já havia criticado a gestão do exame pelo governo, ordenando uma investigação independente. A oposição acusa o governo de Modi de incompetência e falta de transparência.
Enquanto isso, estudantes continuam os protestos, com greves e marchas programadas para os próximos dias em várias capitais estaduais.



