O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quinta-feira a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Origem da investigação
A investigação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de que Lulinha teria usado sua proximidade com o pai para obter vantagens indevidas em negócios. O pedido foi acolhido pelo ministro, que viu elementos suficientes para justificar a apuração.
Segundo a PGR, há evidências de que Lulinha atuou como intermediário em contratos com empresas estatais e privadas, recebendo pagamentos milionários. Um dos casos sob suspeita envolve uma empresa de consultoria que teria recebido valores de grupos empresariais com interesses no governo.
Decisão de Mendonça
O ministro decidiu autorizar o inquérito após analisar as provas apresentadas, que incluem mensagens, registros financeiros e depoimentos. Em sua decisão, ele destacou que as suspeitas são sérias e que a apuração é necessária para esclarecer os fatos.
“Os elementos apresentados indicam a possível prática de tráfico de influência, o que justifica a instauração de investigação formal”, escreveu o ministro. Ele também determinou que a Polícia Federal realize diligências para colher mais provas.
Repercussão
A defesa de Lulinha negou as acusações, afirmando que todas as suas atividades empresariais são lícitas e que não há qualquer irregularidade. Em nota, os advogados disseram que vão colaborar com a investigação e confiam na inocência do cliente.
O caso ganhou repercussão política, com parlamentares da oposição criticando a lentidão das apurações e aliados do governo defendendo a presunção de inocência. O ex-presidente Lula não se pronunciou diretamente.
O inquérito tramitará sob sigilo, mas as investigações devem se estender por vários meses. A expectativa é de que novas testemunhas sejam ouvidas e documentos sejam analisados.



