Mãe de menino morto espancado pelo pai é presa por omissão
Mãe de menino morto espancado pelo pai é presa (13.07.2026)

A mãe de Oliver Golden Grayson, menino de três anos morto após ser espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, também foi presa. Mayanna Angelina Rodgers teve a prisão preventiva decretada no dia 9 de julho por omissão. O pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, está preso desde 5 de julho, após confessar à Polícia Civil que agrediu o filho com socos e bateu a cabeça da criança no chão porque ela não lhe deu "bom dia". Oliver morreu no dia 8 de julho, após ficar internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre.

Irmãos também eram vítimas de violência

Os quatro irmãos de Oliver, com idades entre 1 e 9 anos, seguem acolhidos em um abrigo da rede de proteção. Eles foram encaminhados para acolhimento institucional logo após a internação do menino. Relatórios do Conselho Tutelar enviados à Justiça na última semana apontaram que as crianças também eram vítimas de violência. Exames periciais constataram diversas lesões nos irmãos.

Segundo o documento, um dos meninos atribuiu marcas de mordidas pelo corpo ao pai. A criança demonstrava temor em relação ao genitor e tentava impedir que os irmãos mostrassem os machucados. "Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente", disse a criança aos profissionais. As irmãs de Oliver também relataram espontaneamente ao Conselho Tutelar que a mãe utilizava agressões físicas como forma de disciplina.

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Defesa alega que mulher é vítima

A defesa de Mayanna Angelina Rodgers emitiu nota técnica afirmando que a mulher é vítima e estava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente. A defesa diz estar colaborando com as autoridades e confia no devido processo legal. Mayanna tem pais norte-americanos e nasceu no Japão, possuindo dupla cidadania. A família morava em Viamão há cerca de oito meses.

Histórico de suspeitas em outros estados

O histórico de suspeitas de maus-tratos envolvendo o núcleo familiar já havia sido monitorado pelas redes de proteção em São Paulo e em Santa Catarina. A Polícia Civil investiga a omissão da mãe, enquanto a defesa pede apuração cuidadosa. O Ministério Público acionou a Interpol para saber o histórico da família no exterior. O caso segue sob sigilo.

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