Um médico de 45 anos foi preso preventivamente no Noroeste do Paraná, suspeito de ameaçar e perseguir funcionários públicos. Rodrigo Felipe Amparado, que atuava no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, teria transformado uma sala que originalmente era um centro cirúrgico em um quarto pessoal, com cama, guarda-roupas e televisão. A investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) revelou que ele e a esposa, enfermeira na unidade, usavam o espaço durante os plantões.
Detalhes da apropriação indevida
Além dos móveis, o médico guardava no local camisetas, cobertores, itens pessoais, uma toalha com o nome bordado e até um massageador. A situação foi descoberta após denúncias de servidores, que relataram um ambiente de medo e arbitrariedades. Um funcionário comparou a rotina com o médico a um “filme de terror”, e outro afirmou que Rodrigo perseguiu familiares após relatos de irregularidades.
Prisão e investigação
Rodrigo foi preso na quarta-feira (17), e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a ele. O processo está sob sigilo, e os crimes apurados não foram divulgados. O médico, que é concursado em Itaúna do Sul e também atende em Nova Londrina, nega as acusações. Seu advogado, Manoel Neto, classifica a prisão como desproporcional e pediu a revogação.
Posicionamento da defesa
Em nota, a defesa informa que Rodrigo nega veementemente todas as acusações e que as apurações estão em estágio inicial. A defesa considera prematura qualquer conclusão e destaca a ausência de requisitos para a prisão preventiva, confiando na imparcialidade da Justiça.
Manifestação da prefeitura
A prefeitura de Itaúna do Sul declarou que colabora com as investigações e que os atendimentos no hospital seguem normalmente. A administração municipal respeita o trabalho do MP e do Judiciário e aguarda os desdobramentos do caso para adotar as providências cabíveis.



