Magno Ribeiro da Silva, conhecido como Magno dos Reis, suspeito de matar três pessoas em uma padaria em Ribeirão das Neves em fevereiro deste ano, tornou-se réu por uma dupla tentativa de homicídio ocorrida em uma oficina mecânica no bairro Céu Azul, região da Pampulha, em Belo Horizonte. O crime aconteceu apenas 15 horas após a chacina na Grande BH.
Decisão judicial
A decisão foi assinada na sexta-feira (12) pelo juiz Roberto Oliveira Araujo Silva, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes e considerou necessária a prisão preventiva do acusado.
Detalhes da denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Magno chegou à oficina na manhã de 5 de fevereiro em uma motocicleta e, sem qualquer aviso, atirou contra um adolescente de 17 anos que trabalhava no local. Em seguida, perseguiu o jovem para dentro do estabelecimento e efetuou disparos contra o proprietário da oficina, pai do adolescente. Segundo os promotores, as vítimas não foram atingidas porque o suspeito errou os disparos e, posteriormente, a arma apresentou falha de funcionamento.
Para a acusação, Magno teria se irritado após ser informado de que não poderia fazer um curso de pintura automotiva na oficina e retornado ao local dias depois armado.
Provas e apreensões
Na decisão, o juiz destacou que depoimentos, laudos periciais e diligências policiais apontam a existência de elementos que vinculam o acusado ao crime. O magistrado também citou a apreensão de uma arma artesanal calibre .380, munições, carregador alongado, colete e placas balísticas na casa de Magno. Segundo o Ministério Público, a arma apreendida foi submetida a exame pericial, que apontou compatibilidade com os crimes ocorridos em Ribeirão das Neves e com os disparos efetuados na oficina de Belo Horizonte.
Relembre a chacina da padaria
O nome de Magno Ribeiro da Silva passou a ser investigado também após uma chacina registrada em uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, em 4 de fevereiro deste ano. Na ocasião, uma adolescente de 16 anos e uma mulher de 56 anos morreram no local. Uma terceira vítima, uma adolescente de 14 anos, chegou a ser socorrida em estado grave, mas morreu no hospital.
Inicialmente, o ex-namorado de uma das vítimas, um adolescente de 17 anos, chegou a ser apontado como suspeito do crime e foi internado no sistema socioeducativo. Posteriormente, a investigação descartou a participação dele.
Na denúncia apresentada à Justiça, os promotores afirmam que o ataque à oficina ocorreu cerca de 15 horas após a chacina em Ribeirão das Neves e apontam semelhanças no modo de execução dos crimes.



