Justiça determina reestruturação da Funai no Acre em até seis meses
Justiça manda Funai reestruturar unidades no Acre em 6 meses

A União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) terão que reestruturar a Coordenação Regional do Juruá (CR-Juruá) e unidades técnicas em Marechal Thaumaturgo e Tarauacá, no interior do Acre. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em sentença emitida no último dia 9.

A determinação ocorre no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC), que apontou graves problemas estruturais, como déficit de servidores, insuficiência logística e precariedade das unidades descentralizadas. Essas deficiências afetam diretamente os serviços prestados a mais de 22 mil pessoas na região atendidas pelo órgão.

Prazo para apresentação de plano

Segundo o veredito, os gestores terão até seis meses para entregar um plano com as medidas necessárias para solucionar os problemas identificados. A proposta deverá focar em:

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  • diagnóstico da força de trabalho;
  • recomposição de pessoal;
  • avaliação das unidades locais;
  • fortalecimento da estrutura logística e administrativa.

O entendimento da Justiça é de que a falta de atendimento adequado fere direitos constitucionais dos povos originários. As dificuldades de gestão comprometem o atendimento às comunidades, a proteção territorial, a fiscalização, o acompanhamento das comunidades e a articulação de políticas públicas.

Problemas apontados pelo MPF

A falta de servidores permanentes é apontada como o principal obstáculo para o funcionamento adequado da estrutura regional. Além disso, segundo o MPF, há carência de veículos, embarcações, motores e outros meios de transporte indispensáveis para o deslocamento das equipes em uma região marcada por grandes distâncias, acesso predominantemente fluvial e isolamento geográfico.

Também foram constatadas situações em que há espaços físicos disponíveis, mas sem pessoal da Funai para atuar; ou locais com servidores, mas sem instalações adequadas para o atendimento das comunidades indígenas.

O g1 entrou em contato com a Funai e a Advocacia Geral da União (AGU) e aguarda retorno.

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