Justiça de MG converte em preventiva prisão de homem que tentou matar ex-noiva em BH
Justiça de MG converte em preventiva prisão de suspeito de feminicídio

A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a detenção de Marco Aurélio Salvino Pinto, de 46 anos, suspeito de tentar matar a ex-noiva em Belo Horizonte. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17). Marco Aurélio foi preso em flagrante na segunda-feira (15) após, segundo a Polícia Militar, espancar e estrangular a empresária Solange Ribeiro Azevedo, de 37 anos, dentro de um salão de beleza no bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste da capital.

Na decisão, o juiz Antônio Francisco Gonçalves destacou a gravidade do caso, o risco à integridade física da vítima e o histórico de violência doméstica atribuído ao investigado. Segundo o magistrado, Marco Aurélio já possuía medida protetiva relacionada à mesma vítima e havia sido formalmente intimado da decisão judicial. "A dinâmica dos fatos revela situação típica de violência doméstica reiterada, inserida em contexto de relação íntima pretérita, com histórico de agressões e escalada de risco", escreveu o juiz. A decisão também menciona que a prisão é necessária para evitar novos episódios de violência e garantir a proteção da vítima.

Crime foi registrado por câmeras

Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência. As gravações mostram o suspeito chegando ao salão de beleza onde Solange estava. Minutos depois, ele aparece saindo do local carregando a mulher, aparentemente desacordada, nos braços. Testemunhas perceberam a situação e chamaram a atenção de uma viatura da Polícia Militar que passava pela rua. Ao notar a aproximação dos policiais, Marco Aurélio abandonou o carro e fugiu a pé. A vítima foi encontrada desacordada no banco traseiro do veículo e encaminhada ao Hospital Odilon Behrens. O suspeito acabou localizado e preso pouco depois.

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Suspeito admitiu agressões

Segundo o boletim de ocorrência, Marco Aurélio afirmou que discutiu com a ex-companheira por causa de uma suposta dívida de R$ 20 mil. Ainda conforme o relato dele à polícia, a discussão evoluiu para agressões. O homem admitiu ter dado socos e chutes na vítima e a estrangulado até que ela perdesse a consciência. Solange contesta essa versão e afirma que a dívida nunca existiu.

Histórico de denúncias

Um levantamento do g1 identificou registros policiais envolvendo Marco Aurélio entre 2013 e 2026. Os documentos apontam denúncias de três mulheres diferentes por ameaças, perseguições, agressões e descumprimento de medidas protetivas. No caso de Solange, havia pelo menos sete registros de descumprimento de medidas protetivas entre março e junho deste ano. A defesa de Marco Aurélio não foi localizada. A defesa da vítima informou que acompanha as investigações e atua para garantir o cumprimento das medidas de proteção.

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