A Justiça de Alagoas decidiu retirar o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), de uma ação judicial movida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A ação investiga investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV) em letras financeiras do Banco Master.
Decisão judicial isenta ex-prefeito
O juiz responsável pelo caso concluiu que as operações questionadas não foram realizadas diretamente pelo ente municipal ou pelo então prefeito. Com isso, JHC foi excluído do polo passivo da ação, que pedia o bloqueio de bens do ex-prefeito.
Renan Calheiros sustenta que os aportes foram feitos de forma irregular e 'irresponsável', causando prejuízo ao erário municipal. O senador ingressou com a ação em 2024, após reportagens apontarem que o IPREV teria aplicado recursos em títulos do Banco Master sem as devidas garantias.
Investigação prossegue contra outros envolvidos
Apesar da exclusão de JHC, a Justiça determinou que a investigação continue contra outros agentes públicos e privados que participaram das operações. O IPREV segue sob análise, e o Banco Master também é alvo de apurações em outras esferas.
JHC, que atualmente é pré-candidato ao governo de Alagoas, comemorou a decisão. 'A Justiça reconheceu que não houve qualquer ato ilegal da minha parte. Sempre agi com responsabilidade e transparência', afirmou o ex-prefeito.
Contexto político e eleitoral
A ação de Renan Calheiros é vista por analistas como parte do embate político entre as duas lideranças alagoanas. JHC, filiado ao PL, deve disputar o governo do estado em 2026 contra o grupo político de Renan.
O senador, por sua vez, afirmou que respeita a decisão judicial, mas que continuará 'lutando contra a corrupção e a má gestão dos recursos públicos'. A ação original pedia ainda a devolução dos valores investidos e indenização por danos morais coletivos.



