A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil em nome de Ana Cristina Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em razão da reprovação das contas de sua campanha ao governo do Distrito Federal em 2022. A decisão, proferida pela 1ª Zona Eleitoral de Brasília, visa garantir o pagamento de débitos decorrentes de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Motivos da reprovação das contas
As contas de Ana Cristina Valle foram rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) em 2023, após a identificação de gastos não comprovados e falhas na prestação de contas. Entre as irregularidades, destacam-se despesas realizadas sem a devida documentação fiscal e o uso de recursos do fundo partidário para fins não previstos em lei. A candidata, que obteve cerca de 1,5% dos votos válidos, não conseguiu demonstrar a regular aplicação dos R$ 500 mil recebidos do FEFC.
Impacto do bloqueio e possíveis penhoras
O bloqueio judicial atinge contas bancárias e ativos financeiros de Ana Cristina Valle. Caso o montante não seja localizado, a Justiça autorizou a penhora de outros bens, como imóveis e veículos. A medida é uma das últimas etapas do processo de cobrança da dívida, que já soma multas e correções monetárias. Segundo o juiz eleitoral responsável, "a inadimplência da candidata obriga o Estado a adotar medidas coercitivas para recuperar os recursos públicos".
Reação e contexto político
Até o momento, Ana Cristina Valle não se manifestou publicamente sobre o bloqueio. Jair Bolsonaro, que foi casado com ela por 14 anos, também não comentou o caso. A ex-esposa do ex-presidente tentou se eleger deputada distrital em 2022, mas não obteve sucesso. A dívida eleitoral é mais um capítulo na trajetória política de Valle, que já foi alvo de outras ações judiciais relacionadas a irregularidades em campanhas anteriores.



