Justiça autoriza quebra de sigilo de celular de Jairinho na cela
Justiça autoriza quebra de sigilo de celular de Jairinho

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairinho, ex-vereador condenado pela morte do menino Henry Borel. A decisão permite que a Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) extraia os dados do aparelho para investigar possíveis influências externas e comunicações do acusado durante o período em que esteve preso.

Investigação de comunicações na prisão

O pedido de quebra de sigilo foi feito pelo promotor Fábio Vieira dos Santos, que destacou a necessidade de verificar se Jairinho manteve contato com pessoas que poderiam interferir no andamento da justiça. Segundo o promotor, é fundamental apurar qualquer conduta do acusado que possa configurar obstrução à Justiça ou tentativa de coagir testemunhas.

O celular foi apreendido durante uma revista na cela de Jairinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A extração dos dados será realizada por peritos da Divisão Especial de Inteligência Cibernética, que utilizam técnicas avançadas para recuperar mensagens, ligações e arquivos armazenados no aparelho.

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Contexto do caso Henry Borel

Jairinho foi condenado em junho de 2026 pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. O ex-vereador e sua então namorada, Monique Medeiros, foram considerados culpados por homicídio qualificado e outros crimes. A sentença, proferida pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a violência contra crianças.

A defesa de Jairinho ainda pode recorrer da condenação, mas a quebra de sigilo do celular pode trazer novos elementos para a investigação. O MP-RJ busca identificar se Jairinho utilizou o aparelho para se comunicar com aliados políticos ou outras pessoas com o objetivo de influenciar o processo judicial.

Próximos passos da investigação

Após a extração dos dados, o material será analisado pela equipe do promotor Fábio Vieira dos Santos. Caso sejam encontradas evidências de crimes como corrupção ativa, coação ou tentativa de suborno, novas denúncias podem ser apresentadas contra Jairinho.

A autorização judicial para a quebra de sigilo é um passo importante para garantir que a investigação seja completa e que todas as circunstâncias do caso sejam esclarecidas. A Divisão Especial de Inteligência Cibernética tem prazo de 30 dias para concluir a extração e apresentar o relatório técnico.

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