A Justiça do Rio determinou, nesta terça-feira, o afastamento de Pedrinho do cargo de presidente do Conselho de Administração da SAF do Vasco. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim e confirmada pelo Estadão. Pedrinho continua como presidente do clube associativo, mas perde poder no futebol, já que a SAF é acionista majoritária do departamento.
Afastamento de outros membros e nomeação de interventora
Além de Pedrinho, Christiano Stockler Campos e Felipe Elias, membros do Conselho da SAF, também foram afastados. A juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do Rio, determinou que a advogada Samantha Longo, ex-diretora jurídica da CBF, atue como interventora. A decisão atende a um pedido da 777 Carioca, subsidiária do grupo americano 777 Partners e controladora da SAF vascaína até maio de 2024, quando uma decisão judicial a tirou do poder. Desde então, uma batalha judicial se arrasta, e este novo episódio ocorre nesta terça-feira.
Motivos da decisão judicial
A juíza concordou com os apontamentos da 777 de que o Conselho de Administração descumpriu pedidos de fornecimento de documentos e informações ao Conselho Fiscal. Segundo o Conselho Fiscal, a SAF continua com patrimônio líquido negativo de R$ 647 milhões, embora tenha entrado em recuperação judicial. Também é apontada a ausência de um diretor financeiro formal desde 2025. O parecer do Conselho Fiscal fala em “falhas graves” de governança.
Denúncia de coação na contratação de atletas
Na decisão, a juíza cita “práticas coercitivas na contratação de atletas”, referindo-se a uma declaração do atacante chileno Jean David. Ao jornal chileno “La Tercera”, no início deste ano, o jogador afirmou ter sido coagido a pagar comissões ao Vasco, referentes à sua própria transferência do Toluca para o clube brasileiro. “Outros jogadores do Vasco me disseram a mesma coisa. Eles foram ameaçados de que não jogariam se não pagassem a comissão”, disse na ocasião. O Vasco nega a acusação.



